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Grounding: saiba como se enraizar para ter foco, presença e força

Enraize-se!


Por Helen Pomposelli


Conhecido como aterramento ou enraizamento, o grounding são posturas ou meditações que reforçam o estar no aqui e agora, com os pés no chão e atento ao presente. Uma prática utilizada para equilibrar a nossa energia vital muito explorada na Yoga, no Tai Chi e em algumas vertentes da psicologia. O termo vem de ground, que faz referência a terra e ao solo e por isso, é usado para denominar um momento para você ficar com mais “pé no chão” e encarar as situações na realidade, da forma como se apresentam, sem fantasias, racionalismo ou fuga. A dica é ser usado por pessoas em especial que estão sem muita vitalidade, que se sentem pouco conectadas com o seu corpo físico, que sentem dificuldade de estar no momento presente, e, muitas vezes, possuem muita conexão espiritual.

Grounding: foco, presença e força

É uma prática que nos permite ter um contato direto e transformador com a Mãe Terra e que pode ser tão simples e benéfica que você nem imagina, como andar descalço na natureza. Com certeza, você algum dia já fez!


Comece por um grounding bem simples que é deitar, ficar descalço , permanecer sentado ou tocar com as mãos a terra.


A própria expressão diz “pé no chão”, “de pé com os próprios pés”, ou seja, permanecer em pé, enraizado e se movimentar com plenitude e segurança. Tenha um tempo para enraizar-se e se conectar com a terra e equilibrar as suas energias, ajudando a ter tranqüilidade e clareza no dia a dia.

Comece por um grounding bem simples que é deitar, ficar descalço , permanecer sentado ou tocar com as mãos a terra.

O grounding pode ser feito de diversas maneiras, podemos fazer o enraizamento de uma forma externa (exercícios, ações) ou interna (presença).


Para a yoga, o momento “grounding” é aquele que você faz posturas que ajudam o “estar no presente”, no aqui e agora e que traz a intenção de fazer você se sentir enraizado no seu centro enquanto cultiva o espaço interior. A sequência de posturas fluidas alterna repetidamente entre movimento dinâmico e quietude. Uma das posturas indicadas é o Adho Mukha Svanasana, pose de cachorro voltada para baixo, e o Virabhadrasana I, pose de guerreiro I.

A professora de yoga Adriana Camargo diz que a postura chave para grounding na yoga é a postura da montanha que traz uma consciência para as nossas estruturas e para a nossa essência, de como estamos crescendo e se comportando na nossa vida. Segundo Adriana, a base é o nosso pé e o nosso principal objetivo é entender que temos quatro cantos nos nossos pés, a gente a bola do dedão, a bola do dedinho, a bola do calcanhar e a bolado calcanhar na parte externa. " Então, temos que focar sempre nos quatro pontos na distribuição do peso para equilibrar. Na yoga, o ideal nessa postura é sentir a pressão dos dedos todos afastados e pisar bem no chão é base. Além disso, é importante se concentrar numa respiração completa, a do "bebê", de forma concentrada e conectando todo o corpo com os pés. Os benefícios é desde aumentar a nossa presença no presente até melhorar a nossa postura, mostrando onde estamos desequilibrados", explica.


Já no Tai Chi, o grounding enfatiza a força e a estabilidade do corpo, tornando quem está praticando consciente do momento presente. É quase como uma reinicialização do sistema com a profunda conexão com a Terra, a firmeza de estar centrado no corpo e a capacidade de regular o fluxo de energia. Para o professor Felipe Moreno, no Tai Chi esse tipo de posturas são conhecidas como por exemplo o Zhan Zhuang que traduz "estar parado como um poste" . " O objetivo é desenvolver a energia vital (Chi) a traves da respiração profunda, acalmar a mente, fortalecer as pernas para ter uma base estável (enraizamento). As posturas que a gente mais treina são a do cavalo , a postura da garza (equilibrio) e a postura da árvore. É uma meditação em pé que traz muitos benefÍcios para a saúde", diz.


Um dos principais benefícios do grounding é a solução de problemas de saúde mental, depressão, insônia, má circulação, reduzir inflamações, equilibrar a energia vital, dor crônica e fadiga.


Na meditação, uma postura muito bacana para nos mantermos mais aterrados é estar na presença plena, mindfulness. Para Fabiana Garcia, instrutora de mindfullness e fundadora da Parceria Humana Studio, o Grounding no Mindfulness é um meio de relembrar que estamos aqui, ou seja, estar no sentido da gente trazer o nosso estado de presença conectado com o que viemos fazer aqui. " Como se fosse do fio de rede elétrica da casa até o fundo do solo. A nossa casa é representação do nosso corpo, da nossa mente. É como se tivéssemos fazendo essa conexão e focar naquele momento na gente, no que pretendemos fazer. Eliminar energia gasta a toa, proteger o nosso corpo e cuidar do nosso espírito. O aterrar é e conectar consigo mesmo e por isso, é um momento de fazer uma checagem, como está o corpo, meus sentimentos, o que está surgindo aqui e eu não estou prestando atenção normalmente. Limpamos passado, futuro e ficamos com a qualidade de presença amplificada, com expansão da consciência. É uma forma de fazer uma identificação do nosso potencial, relembrar que estamos aqui, respirando, que temos corpo e mente. Indico pausas conscientes, como por exemplo três respirações profundas, onde você traz uma qualidade de presença naquilo que você vai fazer. Você pode fazer quando você abre o olho quando acorda ou quando senta para começar um trabalho”, explica Fabiana.


Dica Per vivere bene:


Você pode praticar em casa, sentando e conectando-se à respiração. Inspire e envie raízes através do seu assoalho pélvico para o núcleo da terra. Expire e atraia o sol através da coroa para o coração. Fique por alguns minutos; encontre a quietude interior. Para terminar, volte a sentar-se de pernas cruzadas, olhos fechados. Aprecie o espaço criado dentro e mergulhe em uma quietude mais profunda. Fique por 3-5 minutos.


Aho!

Revista Per Vivere Bene