logoPPVBprpetohor.png

Constelação Familiar: entenda a terapia que monta sua árvore genealógica emocional

Existem muitos tipos de energia ao nosso redor: de pessoas, traumas, situações e pensamentos. Muitas destas energias não nos pertencem mas absorvemos tudo como uma esponja, nos identificando e acreditando que são nossas e trazendo grandes limitações para nossas vidas. Uma das terapias que visa identificar onde a ordem está em desequilíbrio e encontrar uma melhor solução para as questões reveladas é a Constelação Familiar, que é uma abordagem terapêutica breve, desenvolvida pelo alemão Bert Hellinger.


A Constelação Familiar visa identificar as dinâmicas desequilibradas inconscientes que atuam nas relações, gerando bloqueios energéticos e criando sofrimento na vida da pessoas e do seu sistema familiar.

Aline Gomes, terapeuta de Constelação Familiar, de traumas, mentoring e coach, explica que a Constelação Familiar é uma "Terapia Breve" que tem por objetivo mostrar onde surgiu a questão que tanto te aflige. "Essa “descoberta” se dá através da montagem da sua árvore genealógica emocional. A montagem pode ser facilitada por bonecos (mais utilizados no atendimento individual) ou pessoas (para atendimentos em grupo). Apesar da técnica trazer em seu nome a “Família”, não se limita a tratar apenas questões familiares. Ela auxilia pessoas com doenças físicas e emocionais, com questões profissionais e financeiras e, também, com relacionamentos amorosos e familiares", explica.


"Os clientes interessados costumam querer entender melhor como em apenas uma única sessão a técnica consegue amparar uma dor que o acompanha há tanto tempo. É porque, como um raio -x, não é preciso que se faça muitas vezes para identificar a fratura. Contudo, para tanto, é preciso que o cliente selecione 1 tema para trabalhar na consulta. Uma vez feita a identificação, inicia-se a cura", diz Aline


Segundo a psicóloga e terapeuta sexual Cristina Barros Leal, a Constelação familiar é uma ferramenta dentro de todos os processos terapêutico que ajuda a desatar alguns nós e fazer com que o paciente visualize aquela questão que está interna. Faz com que o cliente dê aquele clique, aquele: Ahhh... era isso! "A Constelação deve ser feita com muita responsabilidade e acredito sendo inserida dentro de um processo terapêutico, mas pode estar em parceria com outras pessoas, para que o movimento sistêmico possa acontecer. Um processo profundo e intenso e deve ser feito de forma responsável por todas as pessoas envolvidas", explica Cris, que sugere ser aplicada dentro das famílias, instituições, relacionamentos porque vai funcionar em como você se relaciona com seu mundo lá fora.


Para quem não sabe, a técnica apresenta frases e movimentos de cura que promovem insights e libertação ao indivíduo. Outro ponto é a conscientização que o cliente toma de sua própria história, facilitando com que saia da postura de vítima e passe para uma postura de autor de sua vida.



Participar na Constelação Familiar de outras pessoas também é muito bom, pois nos ajuda a desenvolvermos nosso olhar mais amoroso em relação à vida.


Costumo dizer que sempre "pegamos carona" na Constelação Familiar dos outros, pois muitas vezes temos um entendimento ou uma compreensão sobre alguma situação em nossa vida ou na de alguém importante para nós.




Revista Per Vivere Bene